VEREADOR DE BARRA MANSA OFENDE PROFESSORES EM SESSÃO NA CÂMARA

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Daniel Volpe em seu escritório, vestido com um terno.
Divulgação: Facebook

Na sessão da Câmara da quarta-feira (14), no município de Barra Mansa – RJ, quando entrava em votação, sob regime de urgência, o projeto de lei de autoria de Jefferson Mamede (PSC) sobre a educação como atividade essencial, que acabou sendo aprovado, o vereador Daniel Volpe Maciel (PP) proferiu diversos xingamentos aos dirigentes sindicais e professores em geral.

Naquele momento, um pequeno grupo de dirigentes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) e alguns professores realizavam um protesto em frente â Câmara contra o projeto de lei que classifica a Educação como serviço essencial e, dessa forma, obriga o retorno às aulas presenciais num dos piores cenários da pandemia. Foi quando Volpe, ao usar da palavra, atacou os manifestantes, a quem chamou, mais de uma vez, de “Cambada de vagabundos” e continuou “Mas é isso que eles gostam… baderna. Eles vivem em cima de baderna (…) Tão preocupados em ser essencial porque vão ter que trabalhar. Se jogar uma carteira de trabalho ali não fica um”. O vereador também chegou a dizer que “É impossível um filho ficar 24 horas em casa”.

A fala do vereador causou indignação não só entre os dirigentes sindicais, mas também entre os professores e a sociedade. O dirigente do Sepe, professor Petterson Magno rebateu a crítica e classificou o projeto como “PL da morte”, ele disse que a autoria é de quem não compreende a necessidade de se fazer isolamento social nesse momento” e acrescentou que o retorno poderá acarretar infecções cruzadas, maior propagação do vírus e, consequentemente, mais mortes.

Petterson criticou também o vereador Eduardo Poetel, que chamou de “safados” os professores que se opõem ao retorno, o dirigente do Sepe reprovou também o autor do projeto por não chamar a categoria para debater o assunto e nem mesmo os pais de alunos que estudam em escolas públicas.

Petterson Magno disse ainda que quem está faltando com o respeito são os vereadores em relação aos professores e respondeu especialmente a Daniel Volpe: “Podemos mostrar a carteira de trabalho e os cursos que fizemos”, num desafio ao parlamentar a apresentar a sua carteira de trabalho ”para que possa debater com a sociedade quem é trabalhador de verdade”.

A atitude do vereador de Barra Mansa, infelizmente, não constitui caso isolado. Percebe-se esse mesmo comportamento entre outros políticos e em parte da sociedade. Insistem em eleger os professores como inimigos, como se não bastasse as condições de trabalho e salário que o magistério brasileiro enfrenta.

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