Reforma administrativa pode atingir em cheio os professores

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Lira, Pacheco e Bolsonaro andam de mãos dadas.
Foto: Marcos Correa / PR.

A tramitação do texto que trata da proposta de Reforma Administrativa deverá ser retomada após o carnaval, conforme decisão do novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em reunião realizada na última quinta-feira (04/02).

A proposta não atinge os servidores atuais e sem mexer nos grandes salários do funcionalismo, como de juízes e militares, atinge em cheio quem trabalha no atendimento direto à população através dos serviços públicos como professores e profissionais da saúde.

Na mesma linha das reformas previdenciária e trabalhista, a Reforma Administrativa reduz o tamanho do Estado, que segundo o pensamento do atual governo é inchado e ineficiente. Comparando o Brasil com os países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que inclui 37 países) no entanto, O Brasil possui 5,6% da população vinculada ao serviço público, enquanto a média dos países da OCDE é de 10%.

A Reforma altera a lógica dos concursos públicos, fazendo com que os ingressantes passem a ter vínculo de experiência de um ano para os técnicos das IFES e de dois para as carreiras típicas de Estado. Após esse período, os servidores não terão estabilidade. O texto da Reforma também autoriza a redução de salário com a redução de jornada, bem como a redução das férias de professores e técnicos de Raio X para trinta dias, não mais os 45 dias que, atualmente, eles têm direito.

Conhecida como a PEC da “Rachadinha” que permitirá contrato temporário e sem concurso a qualquer tempo, inclusive para cargos de direção e assessoramento, facilita a “Rachadinha” que acontece quando um político indica uma pessoa para um cargo público e essa devolve o seu salário para o político.

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