Porto Alegre aluga contêiner para colocar corpos de mortos por covid-19

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Quatro pessoas com EPIs carregam caixão.
Foto: Jorge Hely/FramePhoto/Agência O Globo.

O sistema de saúde do Rio Grande do Sul está em total colapso, tanto na rede privada quanto na pública. Nesta terça (2), o estado atingiu 100% da ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e o hospital Moinhos de Vento, maior hospital privado do estado, adquiriu um contêiner para alocar os pacientes mortos.

O superintendente médico do hospital, Luiz Antônio Nasi, afirmou que “A nossa lista do morgue, ontem [segunda], ultrapassou a capacidade de acomodar as pessoas que faleceram dentro do hospital. Estamos contratando um contêiner para poder colocar as vítimas”.

“É um campo de guerra. Todo mundo sendo mobilizado no hospital, médicos, anestesistas, enfermeiros de todas as áreas. Nós estamos, realmente, com uma situação calamitosa”, apontou Nasi.

A partir desta terça (2), o contêiner refrigerado será usado como anexo do hospital. A estrutura atual comporta até três corpos em condições de normalidade, informou o Hospital Moinhos de Vento. “Será utilizado somente em caso de real necessidade, considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias, realidade essa percebida em outras cidades do Brasil e do mundo”, afirmou o hospital.

O Moinhos de Vento apontou que já atendeu mais de 7 mil pessoas com coronavírus ao longo do ano de pandemia. Atualmente, a maioria dos pacientes internados são jovens.

O país passa pelo pior momento da pandemia até agora, com o sistema de saúde de todos os estados em colapso ou à beira deste.

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