Novas mensagens da Lava Jato são entregues ao STF pela defesa de Lula

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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Nesta segunda-feira (22), a defesa do ex-presidente Lula enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) novas mensagens entre procuradores da Lava Jato apreendidas pela Operação Spoofing.

Os diálogos revelam a cooperação internacional entre integrantes do Ministério Público Federal e autoridades estrangeiras por fora dos canais oficiais.

“Li o email de Mônaco, ainda, e é bem melhor do que havia achado… dá a entender que é possível regularizar [a cooperação] a posteriori… enfim, vamos nos falando e fique à vontade”, afirmou Orlando Martello, em 2015. 

Segundo Dallagnol, não havia problema em seguir com essa metodologia criminosa. “Faz tpo [tempo] que não tenho vergonha na cara kkkk”. Na mesma época, o então chefe da Lava Jato disse que tinha recebido um email do ex-procurador suíço Stefan Lenz e que trocaram informações pelo Telegram.  “Não comenta com ninguém do e-mail com Stefan. Se vazar algo não mandaram…”, afirma Dallagnol. 

Ainda, de acordo com uma mensagem de Orlando Martello, as informações de brasileiros e empresas nacionais foram encaminhadas para autoridades norte-americanas por pen drives.

Segundo o procurador, em mensagens, “Pessoal do RJ, na próxima semana Christopher do DOJ [Departamento de Justiça dos EUA] estará aí, certo? Quem de Vcs estará com ele, pois preciso encaminhar um pen drive para ser entregue a eles”. 

“Estou recebendo informações de Mônaco diretamente por email e foi autorizado o uso oficial…”, diz Dallagnol, sobre irregularidades jurídicas cometidas por ele. Entretanto, o procurador foi repreendido por Vladimir Aras, responsável na épca pela cooperação internacional da Procuradoria-Geral da República, “Delta, melhor ter cuidado. Que tipo de situação é? As defesas podem questionar o canal. O DRCI também”.

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