Incertezas e inseguranças marcam o início do ano letivo

0
268
Professora de máscara contra COVID em frente de uma turma de crianças.
Foto: Savo PRELEVIC / AFP.

Professores e sindicatos vêm com preocupação a retomada das aulas presenciais que coincidem com um novo pico da pandemia principiado nos estados do Norte e da nova cepa, identificada em Manaus. 

A vacinação, no Brasil, começou atrasada, pautada por disputas políticas e prossegue lenta. O plano de vacinação do governo federal prevê a imunização dos professores na 4ª fase, juntamente com profissionais das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pediu aos governos que priorizem os professores no acesso às vacinas contra a Covid-19, ao considerar que esses profissionais devem ser tratados como trabalhadores da “linha de frente”. Os sindicatos insistem na vacinação dos professores antes de retomar às aulas presenciais e, em muitos estados, acenam com a possibilidade de greve.

Em meio a toda essa insegurança, o ano letivo surge com a possibilidade de três modalidades: aulas 100% presenciais nas escolas com bom espaço físico e poucos alunos matriculados. Híbridas: parte presencial, obedecendo as medidas de distanciamento na sala de aula e remotas para os alunos que possuem comorbidades ou que os pais não tenham autorizado o retorno e aulas remotas, previstas para serem mantidas enquanto durar a pandemia, conforme orientação do MEC. 

Muitas das escolas particulares, no Brasil, já retomaram suas atividades. Em Campinas, duas escolas que retomaram as atividades presenciais em 25 de janeiro, voltaram a suspendê-las no dia primeiro de fevereiro, devido a um surto de Covid-19. O caso mais grave foi no Instituto Educacional Jaime Kratz, onde 34 professores e um estudante testaram positivo e seis alunos apresentam sintomas.

O retorno às aulas presenciais, no Brasil, divide até mesmo a opinião de especialistas em saúde. Entre os países europeus que já decretaram novamente lockdown, devido a segunda onda da pandemia, somente Portugal e Itália mantiveram as escolas abertas para privilegiar o ensino presencial.

Receba atualizações por e-mail!

Cadastre-se agora e receba um e-mail assim que for publicado um novo conteúdo.

Nunca enviamos SPAM. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento.

Obrigado por sua leitura. Conheça também a Kotter editorial e a KotterTV. Apoie nossa luta clicando aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui