Haddad reafirma a importância de revogar reformas neoliberais

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Fernando Haddad falando com expressão séria.
RAFAELA FELICCIANO / METRÓPOLES

Em entrevista à Breno Altman, nesta segunda feita, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), falou sobre a importância de se revogar as reformas realizadas no governo Bolsonaro. Confira o trecho da entrevista publicada em Opera Mundi:

Haddad falou sobre as reformas trabalhistas e sindicais realizadas pelo governo atual que “destruíram as possibilidades dos trabalhadores de reagir à precarização do trabalho”. O petista comentou sobre a situação do Banco Central do país. “Bolsonaro nomear o presidente, torná-lo indemissível inviabiliza uma reforma bancária”, disse.

O ex-prefeito de São Paulo não acredita, no entanto, que a resposta esteja num referendo revogatório dessas medidas: “um pacote fechado revogando tudo não passaria com o Congresso que nós temos e a pior coisa numa eleição é prometer e não entregar”.

Sonhar e ser ousado no projeto de governo, entretanto, é sim importante, segundo ele. No entanto, “temos que ter claro o que vamos prometer e explicar os constrangimentos que qualquer governo, especialmente um progressista, vai sofrer do Congresso”.

Haddad também ponderou sobre a necessidade de mais reformas estruturais, no caso de uma vitória do PT nas eleições, diferentemente do que fez Lula em seu mandato, com uma reorientação orçamentária.

“As pessoas acham que fazer uma reorientação orçamentária foi pouco, mas foi muito. Colocou o pobre no orçamento do país e não foi com Bolsa Família, foi com universidade pública de qualidade, luz, água, empregos formais”, defendeu. Apesar disso, admitiu a necessidade de reformas estruturais como tributação de grandes fortunas e terras nuas improdutivas, e romper a cartelização dos bancos, “mas não subestimemos o que o Lula entregou”.

Além disso, ressaltou a importância de uma reforma bancária para que os bancos públicos não formem parte do cartel de agências que dominam o sistema de crédito e para que o Banco Central seja um agente regulador.

“Os bancos não podem ser orgãos expoliadores da economia popular e aí existem vários mecanismos de regulação para evitar isso. Os bancos públicos devem ser parte da solução, não do problema, mais competitivos em relação aos bancos privados para poder constrangê-los”, explicou.

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