Guiné-Bissau – Greve na Pandemia: Enfermeiros e técnicos da área da saúde articulam greve por melhores condições de trabalho

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Na semana passada, na Guiné-Bissau, um grupo de técnicos e enfermeiros (as) que trabalham diretamente combatendo a Covid-19, pararam os serviços de rastreio e assistência aos doentes por salários atrasados e falta de condições de trabalho.

Na semana passada, na Guiné-Bissau, um grupo de técnicos e enfermeiros (as) que trabalham diretamente combatendo a Covid-19, pararam os serviços de rastreio e assistência aos doentes por salários atrasados e falta de condições de trabalho. Ficaram ativos somente os serviços mais básicos em dois hospitais de Bissau.

“Tentamos, desde 15 de janeiro, um encontro de trabalho com a alta-comissária para a Covid-19 [a ex-ministra da Saúde guineense Magda Robalo] e que não surtiu efeito. Na última sexta-feira demos entrada com uma nota de paralisação”, declarou em uma coletiva de imprensa o coordenador do coletivo feito por diferentes profissionais da área da saúde da Guiné (uma espécie de sindicato), Undiga Mendes.

Os grevistas afirmam que a paralisação só acabará quando houver o pagamento retroativo dos últimos sete meses com o acréscimo de insalubridade para os técnicos que trabalham combatendo a doença diretamente no interior, e seis meses para os trabalhadores da capital (Bissau).

Com a paralisação, os trabalhadores e trabalhadoras pretendem continuar oferecendo, com qualidade, serviços básicos e essenciais à população. O Hospital Nacional Simão Mendes e o Hospital de Cumura, este último pertencente à igreja católica, os dois em Bissau, recebem o maior número de doentes infectados pelo covid-19.

Levando em consideração o trágico cenário da pandemia e as medidas de isolamento decretadas em março de 2020, mais de 2.800 casos de Covid-19 foram diagnosticados em toda Guiné-Bissau. Desde o início da pandemia, foram registradas 46 mortes por covid-19 no país.

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