COVID-19 x Brasil: STF perde e Bolsonaro ganha

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STF

Atualmente vivemos uma situação muito perigosa que é associar política à religião.

A Advocacia-geral da União (AGU), por exemplo, foi em defesa da ideia dos cultos continuarem funcionando de forma presencial sob a alegação de liberdade religiosa.

Entretanto não há proibição aos cultos. O que existe é uma proibição de aglomerações sociais e uma das formas de aglomeração é o culto. Porém, é importante frisar que ninguém proibiu o culto.

A fim de exemplificar, existem determinados discursos de ódio que são proibidos em qualquer lugar. Você não pode fazer discurso de ódio na internet, assim como não pode fazer de forma presencial.

Outro exemplo de coisas que são proibidas é o furto e o roubo. Não se pode roubar uma pessoa nem pela internet, o que seria um golpe, e nem pessoalmente.

Portanto não existe uma proibição aos cultos religiosos.  Esses ainda podem funcionar de forma online. As pessoas podem fazer seus grupos de oração pelo Whatsapp, o YouTube pode ser usado por um padre ou pastor para fazer o culto ao vivo.

Ou seja, cultuar a Deus continua sendo uma coisa permitida.

O racismo, que é algo proibido, um crime, não pode acontecer tanto na forma presencial, quanto na forma online.

Não há proibição de cultos, o que há é a proibição de aglomeração social. A estratégia discursiva utilizada pelos negacionistas deixa por entender que haveria um “cerceamento da liberdade religiosa prevista na CF”, o que já se desponta como uma articulação política para criar um ambiente de insatisfação entre os fiéis e o STF, fragilizando ainda mais as instituições republicanas e permitindo o crescimento deste “estado paralelo” que há 5 anos denuncio como o “Estado Cristão”, a “versão tupiniquim” do Estado Islâmico.

Advocacia-Geral da União fez uma defesa da manutenção dos cultos durante a pandemia e preferiu fundamentar-se na bíblia que nas leis, o que, embora pareça uma atitude ridícula vinda de uma pessoa que ocupa uma das mais importantes funções da carreira jurídica, é eficiente sob o aspecto político, já que ao fanático, Leis e constituição são incontestavelmente inferiores ao Direito Divino, este escrito na bíblia.

Em desespero, Gilmar Mendes, que apesar de grande jurista, demonstra entender pouco sobre como as democracias acabam, soltou um grito de misericórdia: “vossa excelência chegou de viagem a Marte!”. Mas não, é exatamente aqui, na “Terra plana”, que muitos países fragilizaram as instituições democráticas usando a religião e com esta palhaçada jurídica, mais reconhecida genialidade estratégica, a tal “extrema direita” vai criando um ambiente de confronto e ódio entre religiosos e o STF.

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