Com salários já defasados, professores ficarão sem reajuste em 2021

0
901

Com Educação desprestigiada, vem aí mais arrocho

 

[Por Márcia Friggi]

Através da Portaria Interministerial 3, o governo reduz o valor mínimo nacional a ser investido anualmente por aluno, previsto pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O governo aproveita-se de portarias para restringir investimentos já previstos no novo Fundeb, deixando o magistério sem o reajuste salarial  previsto em 5,9% para 2021. A mesma medida que diminui o valor mínimo nacional a ser investido por aluno, também congela os salários dos professores da educação pública, com salários já historicamente defasados.

Em 2020, devido a pandemia, a maioria dos Estados e municípios não reajustaram o salário dos seus professores, com a redução do investimento, eles terão reajuste zero no próximo ano.

Essa medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), dia 26, última quinta-feira. A portaria altera os parâmetros operacionais do Fundeb já para o exercício de 2020, reduzindo de R$3.643,16 para R$3.349,59, menos 8% no investimento anual por aluno.

O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de setembro, aponta que a remuneração dos professores brasileiros é bem mais baixa do que a média dos 38 países membros da organização e outros oito convidados. Um docente de ensino médio no Brasil ganha, aproximadamente, o equivalente a U$S25.966, por ano, enquanto a média praticada pelos membros da OCDE é de U$S49.778, ou seja, praticamente o dobro.

Receba atualizações por e-mail!

Cadastre-se agora e receba um e-mail assim que for publicado um novo conteúdo.

Nunca enviamos SPAM. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento.

Obrigado por sua leitura. Conheça também a Kotter editorial e a KotterTV. Apoie nossa luta clicando aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui